Por que não caras gostam de mim

Desabafo bobo

2020.11.29 23:55 FrouGs Desabafo bobo

Me odeio muito por ser um inútil e um preguiçoso ainda por cima. Sempre que vou estudar sinto um sensação ruim e quando eu reparo estou vendo um video aleatório qualquer que o youtube me recomenda ou quando preciso fazeentregar algo sempre acabo deixando para o proximo dia. E o pior é que eu não faço NADA o dia todo, só fico sentado NA PORCARIA DE UMA CADEIRA POR HORAS SEM FAZER PORRA NENHUMA. Cara, eu fico puto comigo mesmo por ser um merda que não tem determinação para fazer nada.
E nem sei o que eu quero fazer da vida. Vou ter fazer o Enem ano que vem e como moro em cidade pequena não tem faculdade aqui e para piorar a unica faculdade que a prefeitura desponibiliza ônibus so tem no turno da noite e são 6 cursos que tem la. Tenho que escolher a porcaria que vou passar uns 3 ou 4 anos fazendo para no fim não seguir a carreira. E quando eu falei que não gostava de nenhum dos cursos a minha familia me falou "Assim é a vida adulta, tem que se acostumar", sei que meus irmão que estão na faculdade não gostam do que eles fazem, meu irmão entrou em qualquer uma e minha irmão ja falou que não vai seguir a carreira de professora e no fim vai acontecer a mesma merda comigo. Mas serio, VAI TOMA NO CU. morar em cidade pequena ja é uma merda mas ter que ir para uma cidade que demora 1 hora e ter só 6 cursos.
Desculpa o desabafo bobo, mas pra mim é algo que me incomoda muito e se ficou confuso o texto. É que eu queria desabafar o que eu sinto em algum lugar.
Se parece idiota e porque e mesmo.
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2020.11.28 05:32 0SrHatsu0 Dia complicado...

Hoje eu cheguei em casa e entrei no grupo q tinha uns amigo q eu estava acostumado a conversar um deles é o Sr.F
Sr.F é um cara legal só, que ele teve uns problemas, 7meses atrás eu descubri q o Sr.F obrigou uma garota a força, a mandar fotos explícitas para ele, e quando ela negou ele xingou e humilhou ela, e Sr.F tbm humilhou outros 5 amigos meus, ele tbm era muito infantil e se achava o centro das atenções dps disso todos começaram a odiar ele, xingavam ele de babaca, otario, estúpido etc até que o Sr.F ficou com depressão, ele até disse q iria se matar eu e outros amigos tivemos uma conversa séria com ele, Sr.F dps da conversa disse q ia mudar ele até pediu desculpa a todos a quem humilhou, e até tentou conversar com a garota mais ela não queria nem saber dele como tbm todos aqueles q ele pediu desculpa.
Dps de alguns mêses ele realmente avia mudado mais ainda tinha pessoas com ódio dele, hj um cara começou a xingar ele de assediador, e foi humilhado por esse indivíduo ele veio choramingando pra mim, falando q ele não vale nada mesmo tentando concertar o erro dele, e tentar mudar para melhor ainda continuam odiando ele, e xingando etc
Ae aparece o Sr.D falando piadinhas dizendo q ele é um maníaco sexual e diversas outras coisas, ae eu mandei ele parar e falei sobre a história do Sr.F pra ele ter um pouco de respeito, ae o Sr.D começou a fazer militarismo e falando pra eu ficar quieto PORQUE ELE JÁ TEVE DEPRESSÃO E ELE SABE OQUE E SER TRISTE DE VERDADE quando ele disse isso medeu uma raiva, esse mulek do Sr.D tem uma vida perfeito tem pais q amam, ele tem uma casa, comida, ropinha lavada da mamãe, ele não trabalha pra pagar curso, e dps vem dar uma que ele q sabe oq é sofrimento, ele me lembrou muito essas crianças q gostam de brincar de ser depressivos, mesmo sabendo que depressão é algo sério.
Bem resumindo eu sai taxado como ignorante por tentar ajudar alguém, mesmo sabendo do histórico do Sr.F ele nunca foi mal comigo, séria um pouco idiota dá minha parte ser um cuzão com ele, sendo q ele só quer melhorar eu vejo isso nele, mais sla tô pensando em largar todos eles, nunca mais falar ou ver eles... talvez eu arranje amizades melhores bem obrigado por ler
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2020.11.26 04:41 neodymium-404 Tentando melhorar..

Desde sempre eu tive problemas de autoestima e timidez na escola, eu não sei falar direito e sempre tentava me esconder dos outros. O principal motivo disso é humilhações. Sempre sofri humilhação por parte dos professores e alunos, nunca fui aluno exemplar mas sempre gostei de estudar.
Eu tenho muito problema em estudar matemática por conta dessas humilhações, insisto que não me julguem por mais estranho que pareça, mas eu não consigo estudar matemática sem me lembrar das humilhações que os alunos e professores faziam contra mim por conta das minhas habilidades com a matéria, eu amo matemática e quero seguir carreira disso, mas só de começar a estudar eu sinto um aperto no coração, eu sei que eu não sou bom e isso me frustra tanto, não sei explicar, eu fico sem razão pra existir. Ano passado eu não conseguia assistir aula de matemática sem chorar ou ficar ansioso.
Gosto muito de astronomia e me sinto um completo fracasso, não consigo criar intimidade com os meus amigos pra desabafar com eles. Minha família sempre me demonizou também por conta dos meus interesses e comportamento, sou muito introvertido e quieto, eles me humilharam muito também em uma época onde não tinha internet na minha casa e eu era obrigado a ficar na casa dos meus parentes para ter acesso a conteúdo da escola.
Esse ano eu quero aprender mais sobre os assuntos que eu gosto e vou arrumar um jeito de me socializar mais, ler mais, de qualquer forma eu ainda sinto um vazio enorme no peito. Eu sei que eu vou viver com isso para sempre, nunca vou ser bom o suficiente e as pessoas gostam de jogar isso na minha cara. Arruinei meu relacionamento por causa da minha timidez, repeti de ano porque eu não consigo lidar com tudo isso, e eu não sei me cuidar direito, tenho olheiras e manchas escuras na pele, além de espinhas pelos braços e rosto mais os meus dentes tortos e mau-lavados, meu corpo dói frequentemente e fico tentando dormir por horas mas não caio no sono de jeito nenhum porque fico pensando nas coisas.
Desculpa se ficou confuso mas eu ando pensando em acabar com tudo, só queria desabafar, não sou bom com palavras.
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2020.11.23 23:21 akiravitoria Chega de twitter, pelo amor de deus CHEGA

OBS: Agora que eu li tudo eu percebi que eu usei uma linguagem bem rude, perdão se eu soar babaca ou pedante é que eu tava muito puta da cara escrevendo, enfim:
Entrei nessa porra desse site de merda a um ano e puta que pariu que erro enorme, nem só pelo site ser uma merda mas por ter conhecido pessoas e me relacionado com elas lá, ao longo desse um ano eu percebi que um amigo meu era pedófilo, entrei em um monte de briguinha idiota, vi gente que eu amava cometendo literal suicídio e adquiri depressão, e inclusive no meio dessas briguinha idiota eu acabei fazendo MUITA, mas MUITA merda por imaturidade, e por conta disso um monte de gente que eu amava me largou bem quando minha depressão começou a ficar mórbida pra caralho, vi gente que eu nem conhecia me bloqueando e CARALHO quando tu é jovem e tu percebe que existem pessoas que te odeiam porra tu fica zoado, mas ok, reconheci toda merda que eu fiz, tentei superar isso, virei uma pessoa mais madura e tô tentando seguir com minha vida bem e tranquila na medida do possível, e hoje do nada essas brigas idiotas voltaram, eu ainda não sei o porquê depois de MESES elas voltaram, mas bem, voltaram, e eu me vi sendo bloqueada por uma das pessoas mais gentis e legais que eu já tive prazer de conhecer e ela ainda se recusando a falar comigo ou me dar uma explicação, não, eu não sou vítima e de certa forma eu mereço isso, mas porra MESES depois de toda briga, tipo, MESES, eu tô só tentando viver minha vida e já tava bem afastada de todo mundo dessa briga, mas depois de MESES isso veio me buscar, e aí depois de um ano usando esse site com muita tristeza e raríssimos momentos de alegria genuína eu concluí: fodase, vou sair, se depois de meses dessa briga isso ainda me assombra, eu acho que vai ser melhor pra todo mundo se eu sair, quero que o Twitter deixe de ser minha segunda vida e vire algo que eu usei bastante durante um ano no meio de uma pandemia mundial e só, muita gente lá não gosta de mim, eu não tô feliz e eu sou um puta imã pra confusão e coisas do qual eu vou precisar de dez anos de terapia pra superar, as pessoas lá não gostam de mim, tenho alguns poucos amigos de lá que ainda tão comigo e eu vou manter contato com eles por discord. Pretendo começar a usar bem menos até largar totalmente, e apesar de tá triste com toda essa situação merda eu tô bem por tá largando isso. E como eu já disse, não sou vítima, tô comendo o pão que eu implorei pro diabo amassar e tô tentando amadurecer e me redimir dos meus erros, mas acho que é impossível eu seguir em frente estando presa a literal fonte de todos esses problemas
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2020.11.23 15:20 _Biino_ Jogar não me torna uma vagabunda sem futuro

Eu estou tendo um problema que é bem mesquinho até, mas é chato para caramba... Então vamos lá.

Desde os meus 11 - 12 anos eu tenho depressão e ansiedade, tive que tomar remédio pipipipopopo. A clássica história da adolescente depressiva que sofre bullying na escola por gostar de anime.

Enfim, sempre foi muito difícil eu fazer amigos, por que minha mãe me ensinou a ser uma pessoa legal independente do caso, mas a pessoas tiravam proveito disso mandando eu fazer as coisas ou zombando da minha cara por gostar de certo tipo de coisa. (No 7 ano, geral da sala se sentou no fundo para falar que eu era uma vadia... Por que a "fodona da sala" não gostava de mim) Com isso me tornei uma pessoa reclusa que tem mais amigos online do que na escola ou afins.

Esse ano, com tudo isso rolando eu começei a jogar LoL, pois é legal e é um lugar onde desconto minha raiva. Peguei gosto pelo jogo... Fiz amigos nele e jogo praticamente todo dia de noite, porque eu faço lição de tarde. E ai que entra a história...

Minha mãe odeia que eu jogue, pelo fato de eu ser uma garota e por que ela acha inútil e foda-se minha opinião. Eu literalmente passo o dia estudando e ninguém fala nada, eu jogo 10 minuto e sou a pior pessoa da terra. Já me cansei de ter que mutar meu mic por que minha mãe entra no meu quarto me xingando de vagabunda.

Cara, eu to procurando um emprego, trabalho de freelancer, faço minhas obrigações de casa. Por que diabos eu não posso relaxar? Meu primo faz a mesma coisa, só que fica infurnado no quarto e faz porra nenhuma e ninguém vai reclamar. Eu trabalhei 12 horas com o freela para eu conseguir comprar um heaset, e minha mãe reclamou tanto... Que eu só mandei entregar no endereço da minha vó para ela não ver.

Ela reclama direto desses adolescentes que vão para baile funk, se drogam pipipipopopo. Por que ter uma filha que joga é pior? Cara, eu me sinto muito bem jogando, meu amigos são pessoas extremamente legais e gostam da mesma coisa de eu! Isso que eu procurei minha infância inteira... Por que cargas d'água eu só não posso continuar?

Enfim, é isso. Perdão pelo textão.
Edit: Ela resolveu que vai desligar a internet de noite... Ela acabou de fazer isso e eu tava no meio de uma partida... Ah velho, cansei na moral.
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2020.11.22 12:11 ksadesorvete456 Pq os caras são assim?

Recentemente eu mudei de curso e fiz algumas amizades. Os caras tomam pilula pra deixar o pau ereto por mais tempo. Já deram indicio de que n gostam de chupar buceta. Todos namoram, mas traem as namoradas. Ficam mostrando nude de todas as minas que pegam uns pros outros. Toda vez que alguma mulher passa, eles começam a gritar, dizendo que são gostosas e que pegaria.
É normal esse tipo de atitude?
Foda é que eles falam de mim como se eu fosse otario. Fazem eu me sentir como se tivesse ficado pra trás, que devo rever minhas ações e passa a agir feito um homem, afinal, eles são os verdadeiros homens. Vejo o brilho no olhar deles quando dizem que são pegadores.
Me chamam pros roles, mas n me atrai o tipo de role que eles fazem. Falam frequentemente em por droga na bebida das minas pra pode deixa-las mais soltas e transarem com elas.
Eu me pergunto como uns caras assim conseguem pegar tanta mulher(não que eu ja tenha visto eles pegando, mas um reitera a historia do outro, então tomo como verdade).
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2020.11.20 14:44 Eu_Sou_o_Dougras Dia da consciência negra de quem?

Dia da consciência negra de quem?
Nessa noite na Universidade tivemos um debate sobre o Dia da Consciência Negra. Participei e falei sobre Alcides Nascimento Lins, um jovem pobre, NEGRO, morador da Vila Santa Luzia, Bairro da Torre, Recife. Alcides passou em 1º lugar no curso de Biomedicina, na UFPE.
Alcides usava os livros didáticos oferecidos pela escola pública onde estudou e também usava livros encontrados por sua mãe, que é catadora de lixo, para estudar para o exame de admissão na UFPE. Era o primeiro da família a ingressar numa universidade e a cursar um ensino superior.
Quando já estava cursando o 5º período do curso, Alcides foi brutalmente assassinado em sua casa. Seus algozes, dois, ambos reincidentes e em condicional, assassinaram Alcides por pensarem ser um traficante de uma gangue rival ou por ser um devedor do tráfico, não recordo muito bem. O curioso é que os assassinos também eram negros!
Terminei o debate indagando: existe alguma proibição para negros ingressarem em universidades públicas ou até em particulares por meio do ProUni ou em qualquer outro concurso? Tem alguém que aponta o dedo na cara dessas pessoas e dizem a elas que não são capazes de estudarem num curso superior? Por que tratam o caso de Alcides como apenas uma exceção e não como uma regra, como exemplo de superação, dedicação e de gana daquilo que você busca pra sua vida? Por que acham ser suficiente dar apenas o nome dele a uma escola pública como forma de "consolação"?
É isso que me deixa frustrado, e que me deixou muito frustrado hoje... ouvir, explicitamente, que o caso de Alcides foi apenas uma "exceção", transformando a força de vontade dele em praticamente NADA! E sem falar na lei da impunidade que assola nesse país, onde nós somos todos os dias mortos! Mortos por bandidos sanguinários que gostam de praticar os seus crimes, pois são crentes da "lei da impunidade" que há nesse país.
"Direitos Humanos", alguns dizem. O bandido entra para o mundo do crime pois não tinha outras "oportunidades"... então o que aconteceu com Alcides? Por que ele não entrou pro mundo do crime, como todos os outros negros "iguais" a ele? AONDE ESTAVAM OS DIREITOS HUMANOS QUANDO ELE ERA ASSASSINADO A SANGUE FRIO NA PRÓPRIA CASA?
Ah! Direitos Humanos... Os Direitos Humanos só estão preocupados em passar a mão na cabeça de pessoas do tipo que mataram Alcides e que matam a nós todos os dias nesse país! Para eles, Alcides se tornou uma estatística para usar contra o "sistema opressor" que eles mesmos criaram, quando segregam ainda mais os negros da sociedade com cotas e coisas do gênero e a estimular ainda mais a luta de classes, raças e cores.
Enquanto "existirem Alcides" nesse país, o termo "vítima da sociedade", pra mim, jamais será aceito pra definir pessoas que entram para o mundo do crime! E os únicos racistas serão as pessoas que defendem as cotas raciais, cujo segregam ainda mais os negros de toda a sociedade. Como eu dizia desde a época do ensino fundamental:
"—O verdadeiro racista é aquele que, quando entra numa sala de aula ou em algum recinto, a primeira coisa que faz é contar quantos negros tem ali dentro!" (independente do motivo).
Eu ainda me lembro quando eu estava numa sala de aula quando entrou uma mulher, que pediu para que, categoricamente, os alunos levantassem os braços de acordo com as cores e etnias que falava, com a finalidade de realizar uma contagem. Eu, naquela ocasião, não levantei as mãos NENHUMA DAS OCASIÕES, seja pra negro, pardo, branco ou indígena. Pra mim, desde aquela época, aquilo era totalmente irrisório. E não muito importante ressaltar aqui, mas quero deixar registrado: sou filho de uma mulher branca e de um pai preto!
Alcides, esteja onde estiver, saiba que você, além do meu pai e da minha mãe, é um exemplo na minha vida! Seu exemplo será transcendido aos meus filhos e aos meus netos e a todas pessoas que eu julgar necessário conhecerem sua história! Pra mim, você não é uma mera exceção, VOCÊ É A REGRA!!! Você é a regra para que todas as pessoas possam seguir aquilo que tanto almejam, que possam ser o que quiserem com esforço e dedicação. Quem sabe algum dia nos conheceremos e que eu possa demonstrar o quão admirado sou por sua vida! Obrigado, Alcides!

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2020.11.20 14:39 Eu_Sou_o_Dougras Dia da consciência negra de quem?

Dia da consciência negra de quem?
Nessa noite na Universidade tivemos um debate sobre o Dia da Consciência Negra. Participei e falei sobre Alcides Nascimento Lins, um jovem pobre, NEGRO, morador da Vila Santa Luzia, Bairro da Torre, Recife. Alcides passou em 1º lugar no curso de Biomedicina, na UFPE.
Alcides usava os livros didáticos oferecidos pela escola pública onde estudou e também usava livros encontrados por sua mãe, que é catadora de lixo, para estudar para o exame de admissão na UFPE. Era o primeiro da família a ingressar numa universidade e a cursar um ensino superior.
Quando já estava cursando o 5º período do curso, Alcides foi brutalmente assassinado em sua casa. Seus algozes, dois, ambos reincidentes e em condicional, assassinaram Alcides por pensarem ser um traficante de uma gangue rival ou por ser um devedor do tráfico, não recordo muito bem. O curioso é que os assassinos também eram negros!
Terminei o debate indagando: existe alguma proibição para negros ingressarem em universidades públicas ou até em particulares por meio do ProUni ou em qualquer outro concurso? Tem alguém que aponta o dedo na cara dessas pessoas e dizem a elas que não são capazes de estudarem num curso superior? Por que tratam o caso de Alcides como apenas uma exceção e não como uma regra, como exemplo de superação, dedicação e de gana daquilo que você busca pra sua vida? Por que acham ser suficiente dar apenas o nome dele a uma escola pública como forma de "consolação"?
É isso que me deixa frustrado, e que me deixou muito frustrado hoje... ouvir, explicitamente, que o caso de Alcides foi apenas uma "exceção", transformando a força de vontade dele em praticamente NADA! E sem falar na lei da impunidade que assola nesse país, onde nós somos todos os dias mortos! Mortos por bandidos sanguinários que gostam de praticar os seus crimes, pois são crentes da "lei da impunidade" que há nesse país.
"Direitos Humanos", alguns dizem. O bandido entra para o mundo do crime pois não tinha outras "oportunidades"... então o que aconteceu com Alcides? Por que ele não entrou pro mundo do crime, como todos os outros negros "iguais" a ele? AONDE ESTAVAM OS DIREITOS HUMANOS QUANDO ELE ERA ASSASSINADO A SANGUE FRIO NA PRÓPRIA CASA?
Ah! Direitos Humanos... Os Direitos Humanos só estão preocupados em passar a mão na cabeça de pessoas do tipo que mataram Alcides e que matam a nós todos os dias nesse país! Para eles, Alcides se tornou uma estatística para usar contra o "sistema opressor" que eles mesmos criaram, quando segregam ainda mais os negros da sociedade com cotas e coisas do gênero e a estimular ainda mais a luta de classes, raças e cores.
Enquanto "existirem Alcides" nesse país, o termo "vítima da sociedade", pra mim, jamais será aceito pra definir pessoas que entram para o mundo do crime! E os únicos racistas serão as pessoas que defendem as cotas raciais, cujo segregam ainda mais os negros de toda a sociedade. Como eu dizia desde a época do ensino fundamental:
"—O verdadeiro racista é aquele que, quando entra numa sala de aula ou em algum recinto, a primeira coisa que faz é contar quantos negros tem ali dentro!" (independente do motivo).
Eu ainda me lembro quando eu estava numa sala de aula quando entrou uma mulher, que pediu para que, categoricamente, os alunos levantassem os braços de acordo com as cores e etnias que falava, com a finalidade de realizar uma contagem. Eu, naquela ocasião, não levantei as mãos NENHUMA DAS OCASIÕES, seja pra negro, pardo, branco ou indígena. Pra mim, desde aquela época, aquilo era totalmente irrisório. E não muito importante ressaltar aqui, mas quero deixar registrado: sou filho de uma mulher branca e de um pai preto!
Alcides, esteja onde estiver, saiba que você, além do meu pai e da minha mãe, é um exemplo na minha vida! Seu exemplo será transcendido aos meus filhos e aos meus netos e a todas pessoas que eu julgar necessário conhecerem sua história! Pra mim, você não é uma mera exceção, VOCÊ É A REGRA!!! Você é a regra para que todas as pessoas possam seguir aquilo que tanto almejam, que possam ser o que quiserem com esforço e dedicação. Quem sabe algum dia nos conheceremos e que eu possa demonstrar o quão admirado sou por sua vida! Obrigado, Alcides!

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2020.11.18 05:43 pop-sky-12 Me sinto amarrada num relacionamento que não quero mais.

Gente eu já desabafei sobre isso algumas vezes (não aqui) e tô quase me sentindo aquela pessoa chata que fica reclamando mas não resolve o problema. Mas não queria opinião de homem, pra ser sincera. Tenham paciência comigo eu tô sensível kkk
[ COMEÇO DO RESUMO]
Resumo: Eu e o meu namorado fomos o casal exemplar por uns 4 anos. Todo mundo dizia que a gente era perfeito e etc. Cursamos o mesmo curso na mesma faculdade, mesma turma. E meu namorado logo no segundo ano resolveu que não queria mais saber do curso, que a vida dele era horrível, que ele não tinha sucesso nenhum (mesmo tendo só 23 anos), que as pessoas não notavam ele...
Então quando ele queria trocar de curso e eu falei "tranca", ele brigou comigo e disse que eu era insensível com a situação e que esperava mais compreensão de mim. Na hora estávamos virando uma madrugada de véspera de entrega e eu tinha que fazer o trabalho E consolar ele.
Ele gosta de atenção (ascendente em leão, alguém?) e reclama quando ninguém da nossa turma liga pra ele. E se sente inseguro quando olham e fazem cara de que não gostam. E reclama disso, e como reclama! meu deus do céu...
No começo da pandemia ele surtou por causa da faculdade e eu recomendei que ele fosse atrás de um psicólogo pq eu já não tinha mais disposição, energia ou vontade de debater o mesmo assunto novamente. Pra surpresa de ninguém ele surtou pra cima de mim e nessa hora a bolha do amor fez POP e desde então eu estou absolutamente desencantada.
[FIM DO RESUMO]
Final de outubro, após não nos vermos desde o começo da pandemia, nos encontramos. Minha auto estima tá uma merda, desde que eu entrei na faculdade eu engordei e não consigo me aceitar, mas fui arrumadinha no limite das minhas energias.
Eis que ele me chega com uma touca aleatória de bichinho na cabeça pq tinha raspado o cabelo e não tinha gostado. Isso num calor de quase 30 graus. Eu nunca agradeci tanto estar de máscara pq eu dei aquela torcidinha na boca de desgosto.
Sei lá, a gente tem que ser adulto pra lidar com as consequências não? Eu mesma já tive o cabelo picotado por mto cabeleireiro ruim e botei a cara na rua pq fazer o q, o mundo não para né. E outra: ele tava absolutamente normal de cabelo raspado.
Passeio vai, passeio vem e eu só percebendo o quanto a situação toda tava me deixando desgostosa. Perguntava "e aí, vamos fazer o q?" e ele respondia "não sei, tô te seguindo kkkk". A gente andava e mesmo eu anunciando "vamos no lugar X" e ia na direção, ele trombava em mim pq não sei. Ele não presta atenção em duas coisas ao mesmo tempo, eu acho.
O ápice foi quando subimos a escada de uma loja e ele enfiou a mão por debaixo da minha saia e apertou a minha bunda do nada. Sem contexto. Sem nem um clima. O que me fez lembrar na hora de uma vez que estávamos trocando uns beijos na faculdade, lá no nosso quarto mês de namoro, e ele levantou a minha blusa e sutiã e eu tenho certeza que uma galera me viu pelada. E quando eu me escondi e briguei, tudo que eu ouvi foi um "desculpa" de alguém que parecia que ia chorar a qualquer momento só por eu estar me impondo.
Nessa hora eu só desisti do passeio que tava mais sem rumo que o meu futuro. Aproveitei q n botava a cara na rua fazia mais de oito meses e fui comprar algumas coisas que eu queria (já que qualquer lugar pra ele tava bom). E ainda bem que ameaçava chover e a gente se despediu e foi cada um para o seu rumo.
"ah mas ele deve ser FODA na cama, não?". Não. Quatro anos de relacionamento e nunca gozei com ele. Quatro anos e ele sempre quer só deitar na cama e eu que lute pra fazer tudo.
E eu tô exausta disso sabe?
Ele ficou de cama por mais de um ano quando a namorada anterior dele terminou. Sempre que eu tento debater todas essas coisas que me chateiam, ele ou chora ou me olha com cara de choro e pergunta "você acha mesmo que eu faço isso?" e eu me sinto cansada. Mas não quero na minha consciência saber que ele provavelmente vai ficar doente e eu vou ser a causa.
Tô cansada das mesmas coisas e de só eu buscar novas. Novos passeios. Novas coisas pra fazer. Novas posições. Novos lugares para visitarmos. Maneiras diferentes de demonstrar carinho. De ele sempre me apertar descaradamente na rua e falar "você é a maior gostosa" toda. Santa. Vez. Que. A. Gente. Sai. Bônus: ele não sabe pegar nos meus peitos sem me machucar e em mais de uma situação eu já tentei mostrar pra ele como é.
Tô cansada de me sentir com medo de sair desse relacionamento sem rumo. De tentar olhar pra ele e pensar "quais foram as qualidades que te atraíram nele?" e não conseguir pensar em nada pq desde o surto psicológico do começo da quarentena, só consigo ver defeitos.
Tô cansada de me sentir feia e velha (tenho 26 anos) para tentar algo novo. Mas hoje saí para uma entrevista de emprego e o entrevistador ficava sem graça sempre que eu sorria (mesmo com a máscara, mas eu tenho bochecha grande e acho que dava pra saber os momentos que eu tava sorrindo) e eu fiquei pensando "porra, talvez eu não tenha que ficar penando igual a uma coitada nessa vida não..."
Sempre fui a mais santinha das minhas amigas. Tenho zero experiência com outros caras. Nunca terminei antes. Na minha cabeça eu ia morrer com esse namorado e isso tava bom pra mim. Mas acho que a distância me fez ver que não, eu não tava feliz com isso. Eu só tava tolerando e até a tolerância acaba.
Mas eu me sinto perdida de tudo e nem sei mais o que pensar. Antes eu conseguia ficar quieta sobre isso mas agora tá cada vez mais frequente a minha necessidade de botar isso pra fora do peito.
Sempre ralei pra caramba. Não me importo de ir limpar banheiro se eu precisar de grana. Lutei muito pra entrar numa faculdade de qualidade. E ele tem tudo dos pais desde sempre. Mora a 15min da faculdade (e eu a 2h). Reclama de dormir "só" 7h por noite. E eu, antes da pandemia, dormia em média de 4h a 5h. Sexta feira quando eu ia pra casa dele, só conseguia dormir. E ele veio me chamar pra conversar pq "a gente sempre transou de sexta, a vida sexual é importante, não tô te entendendo, você não me deseja mais?" e eu só conseguia pensar que tinha magoado ele e expliquei que estava cansada. Hoje só consigo pensar "por NENHUM segundo passou pela cabeça dele que eu tava exausta por causa da minha rotina de filha da puta".
Ah, e tem mais essa. As coisas óbvias.
Eu tenho que explicar tudo. Inclusive que ele não pode comer de boca aberta em público.
Não tenho mais saco pra explicar. Será que existe homem que vem com o básico já instalado? Isso é de deixar qualquer uma doida (ai n digam q sou só eu pfvr). E ainda tenho que ouvir ele querer retrucar. "Pq n pode comer de boca aberta?". Não sei querido, a etiqueta diz que não pode.
Tô me sentindo uma adolescente sonhando com um cara que saiba essas coisas de preset e que não me faça sentir como se eu fosse uma mãe, tendo que explicar absolutamente tudo. Mas no fundo tenho medo e muito, muito cansaço. Me sinto imobilizada. E tem horas que só tenho vontade de deixar a maré me levar.
Obrigada por lerem essa Bíblia.
SITUAÇÃO BÔNUS E CRINGE SE VOCÊ TIVER SACO: normalmente minhas amigas choram quando eu conto essa história.
Uma vez depois de transarmos (mal), fui para o banheiro passar uma água no rosto. Ele mora com os pais mas ele tem um banheiro só pra ele. As toalhas todas tem cheiro estranho mas julgolava que era um combo de má ventilação com pouco sol.
Lavei o rosto e sequei na toalha de rosto. Ele entrou no banheiro e começou a lavar o pau na pia. Fiquei bem "ECA!" mas ele falou que era normal e que todo cara fazia isso. Depois ele pegou a toalha que eu tinha acabado de usar pra secar o rosto e continuou a limpar o pau nela.
Eu surtei. De verdade. Não só pq sou toda regrada na limpeza e cuidado do meu rosto. Mas também pq isso não se faz.
E tudo que ele foi capaz de falar foi "mas você põe o pau na boca" e "todo cara faz isso". Eu tive que LITERALMENTE explicar que existe um contexto pra eu botar o pau dele na boca e que ngm que vem na casa dele merece limpar o rosto e a mão na toalha mofada de pinto dele.
Minhas amigas que tem mtos amigos levantaram a pesquisa e até eles ficaram com nojo dessa situação.
Argh me dá vontade de morrer só de lembrar essa história. Me sinto uma idiota por não ter sacado tudo ali naquele momento.
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2020.11.15 05:54 rappiuser Sou um filho da puta

Estou bêbado escrevendo esse desabafo, então perdoem os erros de português.
Então, sou um filho da puta, estou me relacionando com duas mulheres mulheres e as duas já falaram que gostam de mim e que querem ter algo a mais comigo, vamos chama-las de Júlia e Fernanda. Bom, conheci a Fernanda em março e desde então começamos a nos relacionar, nunca foi nada muito sério e nunca cobramos exclusividade, nesse meio tempo, ela ficou com outros caras e eu com outras mulheres. Uma dessas mulheres que eu fiquei é a Júlia, conheço a Júlia a aproximadamente 3 meses, nesse tempo que estamos juntos ela também ficou com outros caras e desde o começo fizemos um acordo pontuando que nós nos pegariamos, mas cada um poderia tranquilamente ficar com outras pessoas. Estou numa situação muito estranha, a Júlia sabe da Fernanda e a Fernanda sabe da Júlia. As duas me garantiram que não estão ficando com mais ninguém além de mim e que querem se relacionar de maneira mais séria comigo, só que pra isso elas querem exclusividade, eu gosto das duas e não sei mais o que fazer. Não quero magoar nenhuma delas, estou literalmente perdido. O pior é que eu não entendo o motivo delas gostarem tanto assim de mim, fisicamente eu sou horroroso, estou acima do peso e minha cara é mais feia que um cu cagando. A Júlia diz que gosta de mim porque me acha inteligente e a Fernanda diz que aprecia mais o meu jeito. Enfim... foi um desabafo de merda, mas eu estou bêbado e precisava por isso pra fora, não aguento mais essa situação, gosto das duas e não quero magoar nenhuma. Quero deixar bem claro que não estou traindo nenhuma delas, pois elas sabem uma da outra, o problema é que eu me declaro pra uma e depois me declaro pra outra. Pqp, como sou FDP, tomar no meu cu
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2020.11.12 08:34 transgirl93 Sou trans e não consigo gostar de caras que curtem mulheres trans/travestis...

Não sei se pq... gostaria de conhecer um cara que goste de mim mas não sinta tesão no pau ou em qualquer características masculina que ainda possa ter numa mulher trans. A maioria dos homens que já vi gostam especificamente de transexuais ou travestis por ter tesão especificamente no que eu mais detesto em mim.
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2020.11.01 20:02 gravityfalls321 Meu namorado é gay?

Bom... É uma longa história, mas eu não sei mais o que fazer ou com quem contar. Eu tô namorando um cara legal há 3 anos. Ele me trata bem, aparentemente gosta de mim e eu gosto dele. Nós nos damos bem desde sempre, mas o único obstáculo são meus pais... Eles não gostam do meu namorado. Eu tento entender o motivo, mas não consigo. Meus pais acreditam que ele é gay. Já quis saber o porquê, tentar entender, explicar, mas eles não justificam o porque disso. Eu já conversei com meu namorado sobre ele ser gay ou bissexual, disse para ser sincero comigo, se é que me entendem. Ele sempre nega e fica chateado por eu estar duvidando de algo assim. Ele é um pouco tímido, quieto demais, não é aquele "hétero top", como as pessoas dizem... meus pais até de forma homofóbica dizem que "ele tem jeito de gay". Eu já cheguei a conversar com uns amigos dele, perguntando sobre esses assuntos e se algum momento já desconfiaram que ele fosse... Mas eles negam. Não quero parecer homofóbica, claro que não, mas esse assunto sempre me deixa com ansiedade e com medo de ser enganada. Sempre fico testando ele com perguntas... Eu já pensei em terminar com meu namorado, mas não sei se seria justo pois ele não me fez nada. Eu queria uma opinião sobre isso. E não queria um julgamento, apesar de estar sendo errada, mas é algo que não consigo me controlar, um medo irracional e inconsequente.
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2020.10.27 17:29 cidopina Estou enojado com esse trecho do livro "A Classe média no espelho", do Jessé Souza. Não que eu não soubesse que isso acontecia, mas não imaginava que era tão "normalizado" assim.

Sérgio: o CEO de um banco explica como se compra o mundo

Sérgio não é um CEO qualquer. Muito inteligente, culto, leitor de psicanálise nas horas vagas – a mulher é psicóloga –, ele é dessas pessoas que têm prazer numa sinceridade desconcertante. Sérgio tinha plena consciência de quem era e do que fazia. Se no passado teve algum problema com isso, agora não deixava transparecer nenhum incômodo.

Desde a adolescência, ele era grande amigo de João Carlos. Filho de banqueiros, havia acumulado fortuna própria na década de 1990, durante o governo de FHC, administrando fundos de investimento estrangeiros que ganharam uma grana preta com as privatizações levadas a cabo no período. Segundo Sérgio, João Carlos começou como um hábil representante de bancos estrangeiros e abriu inúmeras portas de investimento para os parceiros por meio de suas relações nos meios financeiros paulistanos, bem como no poder político e no Poder Judiciário, tanto em Brasília como em São Paulo. Lucrou tanto se utilizando do dinheiro alheio que fundou o próprio banco.

Nessa época, Sérgio frequentava uma faculdade de Direito nos Estados Unidos. Depois passou um ano em Londres, estudando finanças e ciência política e, por indicação de amigos do pai, estagiando num escritório que lidava com o mercado financeiro. Morou também em Sevilha, na Espanha, onde descobriu sua área jurídica de predileção: o direito administrativo.

No início dos anos 2000, quando voltou ao Brasil depois de quatro anos de pós-graduação no exterior, com pouco mais de 30 anos, o amigo João Carlos já era um multimilionário por “esforço próprio” e apenas naquele ano tinha ganhado mais dinheiro do que o pai durante toda a vida. Como o negócio do banco – aliás, o de todos os bancos hoje em dia – dependia da intersecção entre mercado e Estado, João precisava de alguém de confiança para cuidar da parte jurídica, antes terceirizada em diversos escritórios. Sérgio recebeu então carta branca para montar sua equipe de trabalho. Hoje o departamento jurídico é o centro nervoso do banco, com tudo passando pelas mãos de Sérgio, e ocupa um andar inteiro de um prédio moderno, decorado com luxo e bom gosto.

Quando lhe perguntei qual era seu trabalho, Sérgio não titubeou.

O João é o gênio, sabe onde estão o dinheiro e as oportunidades, pensa nisso o tempo todo. Eu só faço comprar as pessoas necessárias para que as coisas aconteçam como ele quer. Não fui eu que inventei o mundo como ele é, só procuro sobreviver da melhor maneira possível. O mais importante no Direito é conhecer os meandros da linha cinzenta entre o legal e o ilegal. Meu trabalho é expandir ao máximo a margem da legalidade a serviço dos interesses do banco.

Como já existe toda uma legalidade paralela que cuida dos interesses do setor financeiro, meu trabalho é fazer com que o nosso banco fique com o melhor pedaço da torta. Nossa equipe tem mais de vinte advogados escolhidos a dedo e bem pagos. Mas eles fazem o ramerrão do trabalho jurídico. O dia a dia. Eu faço os contatos com juízes, políticos e jornalistas e cuido dos clientes estrangeiros. Com o serviço jurídico, no sentido tradicional, meu trabalho não tem nada a ver. É mais gestão de clientes, dar a eles o que querem, dizer o que querem ouvir, beber o que eles querem beber e ser discreto e sóbrio em tudo.

E o que eles querem?

Aqui em São Paulo o que move tudo é o dinheiro e todo mundo quer viver bem. As pessoas são compradas com dinheiro vivo e com depósitos em paraísos fiscais criados para isso. A gente sabe fazer bem feito. Sem deixar rastro. A cidade é toda comprada, não se iluda, toda licitação pública e todo negócio lucrativo, sem exceção, é repartido e negociado.

Todo mundo tem um preço. Até hoje não conheci quem não tivesse. E para todo negócio é necessário uma informação privilegiada aqui, um amigo no Banco Central ali, uma sentença comprada ali ou a influência de um ministro em Brasília acolá.

Além da compra direta, em dinheiro vivo ou depósito no exterior, a gente tem que paparicar constantemente os caras. Uma forma eficaz são os presentes constantes, sem a expectativa imediata de contrafavores. Isso gera simpatia. Às vezes você ganha até um “amigo”.

Todo mundo adora vinhos caros, e as mulheres desses caras adoram essas bolsas que custam 50, 60 mil reais. Se é alguém com conhecimentos técnicos, você pode promover seminários e palestras, e pagar muito além do que se paga nesse tipo de mercado. Para cada tipo de cliente e de gente existe um jeito mais conveniente de comprar sem parecer que está comprando.

Não fazemos isso em troca de um serviço concreto. Isso é muito importante. O que construímos é um círculo de amigos. Temos uma lista grande de pessoas que simplesmente presenteamos no aniversário e em diversas outras ocasiões, ano após ano. Presentes bons e caros. Não economizamos nisso. Aí, quando você precisa, pode contar com a boa vontade do cara. Isso é o que chamo de criar relações de confiança.

E o pagamento direto por serviços específicos?

Obviamente isso também existe. Aí pagamos em paraísos fiscais, por meio de transferências sucessivas entre dezenas de empresas de fachada, de tal modo que nem Sherlock Holmes consegue refazer o caminho original.

Hoje em dia existem meios ainda mais eficazes de eliminar os riscos, mas este é nosso pulo do gato, e não posso lhe contar. Mas não fica rastro, posso assegurar. Esta, afinal, é a nossa mercadoria: a segurança no investimento. E, sendo um banco, tudo fica mais fácil. Não é só no caso do nosso banco: todos os bancos, inclusive os maiores, fazem a mesma coisa.

A mina de ouro de qualquer banco comercial ou de investimento é o Banco Central. Ali só entra gente nossa. E o país é gerido a partir do Banco Central, que decide tudo de importante na economia. É lá que a zona cinzenta entre legalidade e ilegalidade define a vida de todos. Isso não aparece em nenhum jornal.

Podemos fazer qualquer tipo de especulação com o câmbio, como nos swaps cambiais, por exemplo. Se der errado, o Banco Central cobre o prejuízo. Não existe negócio melhor. Se der errado, o famoso Erário paga a conta. Quem controla toda a economia somos nós e a nosso favor, o Congresso nem apita sobre isso. Quando, muito eventualmente, decide sobre algo, apenas assina o que nós mandamos, essa é verdade que ninguém conhece porque não sai em nenhuma TV.

Claro que tudo é justificado como mecanismo de combate à inflação, e não para enriquecer os ricos. Para quem vê isso tudo funcionar a partir de dentro, como no meu caso, é até engraçado.

Essa é a estrutura legalizada pela opacidade do Banco Central e da dívida pública. Mas e os negócios ilegais mesmo?

Não existe negócio que não seja intermediado por um banco, seja legal ou ilegal. Essa história de operador e doleiro é coisa da Lava Jato e da imprensa para desviar a atenção da participação dos agentes financeiros. Os bancos são completamente blindados porque inventaram um meio infalível de distribuir dinheiro para quem já tem muito poder e dinheiro. Falam de todo mundo menos de nós, que comandamos tudo.

Para mim, aí é que está o poder real, o poder do dinheiro. Na verdade, são os bancos os operadores e os doleiros, e todo o dinheiro sai de bancos, seja dinheiro limpo – na realidade, sempre dinheiro que foi tornado limpo –, seja dinheiro sujo. A não ser que você fabrique dinheiro em casa.

Aliás, parte do lucro dos bancos vem de lavar dinheiro e intermediar transações. Mas o grosso da grana vem do Banco Central, das remunerações de sobras de caixa – que são ilegais, mas sobre as quais ninguém diz nada –, das operações de swap cambial, dos títulos da dívida – enfim, o Banco Central é nossa mãe. É tudo escancarado, mesmo com inflação zero e o país na ruína.

Nosso lucro é legal, ou seja, legalizado, já que somos intocáveis e ninguém se mete conosco. Boa parte dos juízes e ministros de tribunais superiores, como todo mundo no meio sabe, advogam por interposta pessoa, e nós somos os principais clientes de alguns e de quem paga melhor. São os bancos que pagam as eleições do Congresso quase inteiro. Aí você pode legalizar qualquer coisa, qualquer papel sujo que a gente mande ao Congresso os caras assinam. Nesse contexto, onde se pode tudo, as operações abertamente ilegais são uma parte menor dos lucros, mas obviamente existem.

Se ninguém imprime notas de dinheiro no quintal, é óbvio que todo o dinheiro, inclusive todo dinheiro sujo, vem dos bancos, que retiram parte do seu lucro real intermediando essas relações e lavando esse dinheiro. Os bancos controlam o que você vai fazer com o dinheiro e todo dinheiro pode ser rastreado.

Toda transferência bancária tem um chip e, se você quiser saber de onde o dinheiro vem, dá para saber. Inclusive nas transações internacionais. Se a transferência é em dólar, tudo passa por Nova York e recebe um número. Mas ninguém quer saber, essa é a verdade. Como os bancos mandam na imprensa, nos juízes e nos políticos, a intermediação de todo dinheiro ilegal jamais é denunciada. E se for denunciar, você é que acaba preso. Isso eu garanto.

Como funciona mandar dinheiro para propinas no exterior, por exemplo, para comprar gente em Angola, na companhia de petróleo?

Você liga para o presidente de um banco [e cita, testando minha reação, o nome do presidente de um grande banco] e pergunta qual a comissão dele para fazer remessa.

“Assim, na cara de pau?”, pergunto. “E como você acha que funciona?”, indaga Sérgio, rindo e se divertindo com minha surpresa.

Lembra daquelas malas do Geddel? Como você acha que aquele dinheiro chegou naquele apartamento? Dinheiro não dá em árvore. Quem tem a possibilidade de fazer o dinheiro circular de um lugar para outro são os bancos, mais ninguém.

Não há nenhum caso de corrupção em que o dinheiro não venha de um banco. Ou seja, os bancos são os intermediários, sempre. A imprensa nunca toca nisso porque é tabu. Afinal, a imprensa é nossa.

Como assim?

Vou lhe contar um caso. Assim que cheguei no banco, o João Carlos estava com problemas com um jornalista, metido a investigador, que publicava todo dia uma notinha chata sobre negócios nossos aqui em São Paulo. O João ofereceu milhões ao cara para apoiar projetos dele se aliviasse a pressão, mas o cara não aceitou. Foi um caso raro, pois era uma grana e tanto na época. O que fizemos? Compramos o jornal, um dos maiores do Brasil, e demitimos o fulano.

Agora decidimos o que sai ou não, pois somos os donos do jornal. Não precisamos pedir nada a ninguém. O jornal é literalmente nosso. Toda a imprensa hoje em dia é assim, de um modo ou de outro. Ou eles devem os olhos da cara aos bancos ou os bancos são os donos diretamente. Por isso não sai nada na imprensa contra os bancos. A imprensa é toda nossa: televisão, jornais, internet, o que você pensar.

E com os políticos e os juízes, como funciona?

Com os políticos você paga a eleição do cara e o que sobrar, se sobrar, porque toda eleição é mais cara do que se imagina de início, ele embolsa. Aí cobramos e montamos a agenda do cara. Ou então pagamos por serviço, como expliquei, normalmente uma parte em dinheiro vivo e outra em depósito sigiloso. Às vezes, num caso ou outro mais complicado, que precisa ser resolvido para os negócios andarem, você faz um depósito no exterior para vários ao mesmo tempo.

A coisa funciona do mesmo modo em Brasília e em São Paulo, e com todos os partidos políticos. Aquilo que aquele maluco da Odebrecht fez, ao criar um departamento de propina, todo banco tem, é como os negócios andam, não tem outro jeito. Mas a gente não deixa rastro como fizeram esses malucos. Ninguém é “santo” [referindo-se à suposta alcunha de Alckmin no livro da Odebrecht], pode acreditar.

E com o Poder Judiciário?

Com os juízes os presentes funcionam que é uma beleza. O cara termina incorporando ao salário – afinal, é a mania deles. A coisa que mais irrita um juiz é saber que um advogado ganha muito mais do que ele. Na verdade, quando o advogado é muito rico, pode ter certeza que também enfia a mão na merda. Como advogado, para enriquecer de verdade, você tem que saber comprar promotores e juízes, além de advogados de outras empresas, para que escolham o seu escritório quando houver necessidade. A Lava Jato está cheia disso. Cansei de ver um colega fodendo o outro para depois ficar com a conta da empresa. Talento muita gente tem, mas construir um círculo de poder e dinheiro e saber gerir isso, mesclando cuidado e ousadia, poucos sabem.

É por saberem disso que muitos juízes ficam putos com o dinheiro que os caras ganham. Sempre acham que merecem ganhar ainda mais do que os advogados mais bem pagos, porque os riscos maiores seriam deles, e não dos advogados. Mas a verdade, e todo mundo sabe, é que a maior punição que um juiz recebe é aposentadoria compulsória, e mesmo para chegar a isso tem que aprontar um monte e fazer muito mal feito.

E como vocês recompensam os juízes?

É um pouco diferente, porque os caras são muito vaidosos, alguns se acham intelectuais. Quando o cara é muito vaidoso, o melhor método é pagar uma palestra com 100, 200 ou 300 mil reais, e ainda faz o cara se convencer de que é por sua cultura jurídica. Ou fazemos seminários internacionais com grandes jornais e revistas comentando e fotografando – aí eles piram. Nesse meio, você tem que saber comprar a vaidade dos caras, fazer com que se sintam mais importantes do que são. Ou então compramos diretamente a sentença.

Você pergunta o preço da sentença e paga, assim, na cara de pau?

“Como você acha que funciona?”, retruca Sérgio, sempre se divertindo muito por estar dando aulas de sociologia prática da vida real.

Vou lhe contar um caso que vai fazer você entender como tudo funciona. O João queria abrir uma casa noturna em Florianópolis, só para se divertir. O diabo é que encasquetou de construir a boate num lugar que era área de proteção ambiental, o MP [Ministério Público] local encrencou e a história virou uma pendenga judicial. Aí tive que ir lá para acertar com o juiz. Quando deixei tudo combinado, o João mandou uma loura – que foi favorita dele durante um tempo e depois passou a trabalhar com a gente, dessas muito bonitas e de 1,80 de altura, como só tem no Sul – levar, numa bolsa grande dessas de marca, um milhão de reais, misturando reais e dólares.

A ordem do João foi mais ou menos assim: “Põe aquele vestido vermelho justinho da Armani que te dei, entrega a mala e faz o juiz feliz.” O fulano passou um fim de semana com a loura, ficou com o dinheiro e a mala, e o João construiu a boate bem onde queria. É assim que funciona com o Judiciário.

Mas não foi uma experiência agradável, vou confessar, já que a moça foi humilhada de um modo meio violento. Fomos ela e eu levar a mala com dinheiro vivo para o juiz. Começamos a discutir o modus operandi jurídico do caso com o juiz e mais dois auxiliares na própria sala do juiz, depois do expediente.

Betina, era assim que a moça se chamava, era estudante de Direito e de vez em quando arriscava um palpite sobre o caso. A certa altura, o juiz se irritou e disse que ela não era advogada, mas puta, e estava ali para outro serviço. Na mesma hora, botou o pau para fora, na minha presença e de outros dois, e mandou a moça chupar.

Depois mandou que fizesse o mesmo com os dois funcionários. Em seguida entra um terceiro assistente, todos obviamente de confiança do juiz e de sua equipe “privada”. Ao ver a moça ainda de joelhos e já com o belo vestido meio rasgado, lança um olhar entre divertido e intrigado à cena, e então o juiz o interpela: “Quer também?” Ato contínuo, a moça cumpre pela quarta vez o mesmo ritual. Esse pessoal adora um abuso, quase tanto quanto dinheiro.

As mulheres sempre participam desse jogo?

Nem todo mundo gosta de misturar putaria e trabalho, mas se você for carente e cair nessa, está fodido. Aí fica na mão mesmo. E o diabo é que o que mais existe é gente carente afetivamente, que sem perceber cai nessa armadilha. Eu, por exemplo, não participo. Como tenho mulher parceira, não tenho este tipo de carência. Não digo que não tenha participado uma vez ou outra, nesses quase 20 anos em que trabalho aqui, mas não é a minha praia.

Mas tem muitos que gostam. Os estrangeiros, por exemplo, adoram. Passei um ano em Londres trabalhando como estagiário na área jurídica do mercado financeiro e lá a putaria é mais pesada. Onde tem muito dinheiro tem muita putaria. Pesada mesmo, todo tipo de coisa que você for capaz de imaginar. Tipo alugar castelo do século XVII para um fim de semana com muita droga e muita festa para todo tipo de gosto.

Afinal, todas as máfias do mundo estão por lá, russos, árabes, africanos, brasileiros. Londres é uma grande lavanderia atrás da fachada da realeza. Comparados com eles, somos amadores. Mas o João sabe fazer esse jogo, não é nenhum amador. Por exemplo, para funcionar, não pode parecer putaria barata, e o João é um gênio nesse jogo.

Outro dia tivemos um cara, um norueguês, da companhia de petróleo deles. O cara sabe tudo de prospecção de petróleo. O João se encarregou pessoalmente de armar a festa. Ele tem uma ilha em Angra só para isso, com heliporto e um iate lindo. Tudo encoberto pela mata atlântica, privacidade total. É um fim de semana de sonho.

A gente tem de 15 a 20 mulheres lindas, que podemos chamar a qualquer hora, algumas ganham presentes caros todos os meses, outras a gente paga mesmo, e nenhuma delas você diria que é puta. São lindas, elegantes, sabem conversar, usam roupas caras, se comportam e não destoam em nenhum ambiente. Algumas você deve conhecer, aparecem na internet, mas isso eu não posso contar. O norueguês, por exemplo, ficou tão louco que queria levar uma delas para a Noruega.

O João aproveita e chama ainda um juiz, um político, um amigo do mercado ou um procurador mais chegado, chama também alguns daqui do banco mesmo, que sabem criar o ambiente mais relaxado e agradável possível, tudo para criar um clima de festa normal. O segredo é forjar “amizades”. Às vezes montamos negócios inteiros com todos os interessados participando, mas sem parecer negócio, como se fossem amigos se divertindo.

Você tem que saber misturar e montar para parecer diversão entre os “parça”, entende? Lá as meninas sabem fazer o trabalho do melhor modo possível. Tudo parece a coisa mais natural do mundo, como uma festa normal e animada entre conhecidos. Nisso de criar uma relação de confiança, o João é impagável. Eu só faço o meio de campo. O astro é ele.

E cabe a você comprar as pessoas para os negócios andarem?

Quem existe neste mundo que não é comprado de alguma forma? Comprar alguém bem comprado não envolve só dinheiro. Você tem que comprar uma relação de confiança. Sem isso, todo o dinheiro do mundo não conta. E isso é um talento.

João costuma dizer que quem manda no Brasil, a elite, não soma mais do que 800 pessoas, e que ele e eu conhecemos cada uma delas. Dessas 800 pessoas, 600 estão em São Paulo, 100 em Brasília e 100 no resto do Brasil. Temos uma relação excelente com boa parte desse pessoal, e diria que, com pelo menos umas 100 dessas 800 pessoas, temos uma relação de confiança construída ao longo dos anos.

Um banco, como qualquer empresa, vive de oportunidades de negócios que a conjuntura econômica e política cria. Se você é realmente um bom empresário, não pode ficar apenas esperando que a oportunidade surja com a conjuntura, pois aí vai ter muitos rivais e concorrentes.

Um bom empresário ou banqueiro é o que percebe a oportunidade quando ela aparece. Mas se você é muito bom, melhor que os outros, como no caso do João, então você tem que fazer com que a oportunidade aconteça só para você ou que você possa aproveitá-la antes dos outros.

Este é o segredo do nosso negócio. Se deixa passar uma janela de oportunidade, você não é bom no que faz. Mas nós somos muito bons no que fazemos. Nós criamos a oportunidade de tal modo que ela caia no nosso colo. Para isso servem as relações de confiança cultivadas ao longo dos anos.
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2020.10.26 02:37 Felipemaconheiro Roubar é o crime comum mais nojento que existe

O cara tomar algo de outra pessoa é nojento, é o maior atestado de fracasso que existe, significa que o cara não tem capacidade de ter e tira de quem foi melhor que ele, tem q ser um lixo humano pra fazer isso, e não tem essa de roubar por necessidade ou pra comer, é mais fácil pedir comida do que se arriscar roubando, pode ver q ladrões geralmente gostam de ostentar e meter marra de vida boa, eles roubam por inveja de quem tem as coisas, pra mim devia ter pena de morte pra ladrão, roubou morreu e pronto, no início acontece uma ou outra injustiça mas a médio prazo vamos sentir prazer em ver ladrão executado
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2020.10.24 19:48 UselessFingers Cansado de ser tão emocionado.

Bem, isso acontece comigo tanto em relacionamentos, quanto em amizades em geral. Meu ciclo infinito sempre é esse: encontrar gente nova, se aproximar, me sentir bem comigo mesmo, faço alguma merda "diferente", se afastam de mim, encontrar gente nova...
Sou um cara muito intenso e emocionado, sempre dou um jeito de afastar alguém de mim por causa de algum ato meu que lhe tenha estranhado. Hoje em dia eu já tenho um controle melhor sobre isso, mas mesmo assim, não consigo deixar de ser quem sou, e isso SEMPRE me afeta.
Até em relacionamentos geralmente é assim: conheço uma garota nova, ela demonstra interesse, eu começo a trocar ideia, ela percebe que eu falo demais sobre inúmeras coisas e sempre me perco nas ideias, ela perde o interesse, eu tento recuperá-la deixando de ser quem eu sou, mas aí já é tarde demais.
Eu me sinto "diferente" dos outros, é como se a minha palavra fosse mais pesada do que a palavra de outra pessoa dentro do ciclo.
Exemplo? Fulano do meu ciclo fala ou faz "X", todos gostam do Fulano, todos socializam com Fulano, todos se dão numa boa com a opinião, comentário ou atitude do Fulano. Eu falo ou faço "X" dentro de um ciclo, todos estranham a situação, isso pode virar uma treta dentro do meu ciclo, alguns se afastam de mim.
Até dou uma impressão de que o verdadeiro problema são os meus ciclos; mas não são. Sabe por quê? Porque eu já tive inúmeros ciclos diferentes, compostos por pessoas e convivências diferentes, e a história é sempre a mesma.
Tô cansado disso. Tô cansado de mim. Tem que ser imenso pra ser sozinho. Nos últimos anos eu já aprendi muito a me aceitar e me abraçar como sou, mas não dá pra continuar assim, é sempre a mesma coisa. Eu não sou imenso, eu posso até pensar que sou, mas não sou.
Os reflexos de minhas convivências não são imensas.
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2020.10.19 04:03 Livan_130 Me sinto "superior" aos outros

Entre aspas. Sempre fui uma pessoa sarcástica, e muitos me consideram alguém muito inteligente e com um potencial avançado, mas não me entendam errado — eu meio que não me sinto muito bem com isso.
Eu diria que mudei muito como ser humano aos 15 anos. Até os 14, eu era (e ainda sou) alguém mais reservado, não gosto da ideia de "ficar", não gosto da maioria das coisas que os adolescentes de hoje em dia gostam de fazer, e meu comportamento é sempre muito elogiado por todos. Os idosos até se surpreendem quando meus pais fofocam minhas atitudes "muito velhas pra minha idade"...
(Aliás, desculpem se a linha do tempo dos fatos ficar muito bagunçada kk eu não costumo escrever sobre mim mesmo e não sou muito bom em explicar as coisas de forma assertiva)
Eu não gostava de ir ao playground quando era criança, e meu pai insistia muito que eu fosse, mas eu achava perda de tempo. O que eu gostava de verdade era resolver problemas de lógica no computador da minha vó por horas, brincar de Lego e coisas assim. A propósito, meus pais são... Digamos que minha mãe seja 50% conservadora e meu pai o contrário. Acho que eles são simplesmente o motivo de eu ser tão "estranho" assim...
Eu nunca tive muitos amigos. Na verdade, acho que geralmente eu sempre tinha 1 ou 3, então eu não saía e nem saio muito de casa, o que eu acredito que me deu uma tendência de sempre sair apenas quando tiver um objetivo em mente (ir ao cinema, por exemplo).
Mas enfim (e finalmente), direto ao ponto do que eu queria falar: minha vida após os 15 anos. Eu sempre tive sérias crises existenciais (não do tipo que adolescentes brincam, eu realmente sentia essas coisas e pesquisava sobre), paranóia, e um sentimento de vazio dentro de mim.
Porém, certo dia, uma coisa "maravilhosa" aconteceu. Eu sempre fui fascinado por psicologia (nunca soube disso até esse dia) e pesquisava muito sobre isso, até que um dia, eu fui ler os artigos que aparecem naquela barrinha de notícias do Google e vi um assunto que me despertou interesse: "Você pode ter a personalidade mais rara do mundo".
Pra falar a verdade, eu estava meio "seco" naquele dia, então só cliquei naquilo por impulso pra ver até onde eu chegava ou coisa parecida, por mais que fosse bobo. Mas aí eu comecei a ler os fatores que a suposta "personalidade mais rara do mundo têm", e fiquei bem intrigado. Aí cliquei num link para fazer o teste, e assim, determinar minha personalidade.
Era um teste de MBTI. Enfim, direto ao ponto, descobri que eu era INFJ, e tive a maior epifania da minha vida. Até pesquisei o que epifania significava, porque eu lembro da palavra ter aparecido de repente na minha cabeça enquanto meu cérebro latejava de tanto processar o que havia acabado de acontecer. "Uau, eu tenho a personalidade mais rara do mundo!"...
E eu fiquei feliz. Muito feliz. Falei pros meus pais, pro meu melhor amigo (que ficou muito irritado (de forma amigável kkk)) e os dias foram passando, enquanto eu ficava mais e mais obcecado por isso. Até que um dia, durante esse tempo todo, comecei a ficar meio narcisista com o meu entorno. Eu não percebia isso, e foi difícil largar esse estilo de vida porque eu realmente gostava de pesquisar sobre narcisismo e ver que eu era melhor do que os outros narcisistas pois eu não me "entregava", justamente, ao narcisismo e mantia o controle das minhas atitudes.
1 ano se passou, e conheci o que o MBTI diria que é um INTJ em um aplicativo de chats públicos. Ele era um cara bem sério, e tinha muitos argumentos produtivos, tanto que até convidou pessoas para participarem de um grupo de debate, o qual eu gostei bastante. Mas... as coisas saíram do controle em certo ponto — ele queria literalmente dominar o mundo com o conhecimento que ele tinha. Ele era bem mais inteligente que eu, isso é fato. Mas eu não sei kk, achei aquilo muito bobo, e gradualmente parei de conversar com ele. E então eu me liguei como EU MESMO era bobo e como eu precisava de mudança.
Aos 16 - 17 anos, comecei a amadurecer de verdade. Geralmente eu tenho uma autoestima do tamanho de um arranha-céu, mas infelizmente, eu posso dizer que tive uma certa época de depressão. Me sentia muito, muito vazio por dentro, deixei meu cabelo crescer à vontade, andava lentamente, meus olhos sempre ficavam meio fechados, e eu não gostava de me relacionar tanto com as pessoas. Só restava o tal aplicativo de chats públicos pra me fazer uma certa ilusão de companhia.
Certo dia, uma luz se abre na minha vida. Por acaso, eu conheci uma garota muito legal por acaso em um dos chats, e então não paramos mais de conversar. Toda aquela energia negativa que eu tinha se foi, e eu sinceramente duvido que volte. Hoje, estamos comemorando 1 ano e 4 meses, e eu espero que dure para sempre, mas...
Já tenho 18 anos, e no fundo eu sei que ainda sinto esse ar de superioridade acima de todos os seres humanos, e quero largar isso. Não quero que afete minha vida e muito menos a vida dos outros. Meu planejamento é buscar um psicólogo, não importa quantos, não importa quanto custe, eu só quero me sentir realmente uma pessoa excelente, mas de forma boa.
Kkk enfim, desculpem por escrever um livro, mas foi um desabafo que não chega nem perto de tudo o que eu sinto... E senti que devia escrever...
Eu acho que todos nós humanos queremos que tudo tenha significado...
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2020.10.16 18:00 olhoqnadave Como eu morri (conto) [gatilho]

[PODE CONTER GATILHOS de suicídio/depressão]
Fim de tarde de um sábado quente, me forcei a sair de casa para tomar uma cerveja com os amigos que vez ou outra ainda insistiam em me chamar, não sei se era por sentirem culpa de me excluírem dos roles ou se era porque eles me queriam bem e por perto mesmo. Esse é um dos mistérios que vou carregar para sempre comigo: gostam de mim ou sentem pena de mim? Não era segredo que eu estava enfrentando um longo período de depressão, de pouco cuidado pessoal e já que eu não cuidava nem de mim mesmo, não era dos meus relacionamentos que eu conseguiria cuidar... Não é de propósito, é como estar numa gaiola. Saber como tudo deve ser feito, ter a visão de tudo mas não ter o alcance de nada. Não era de propósito que eu estava comendo mal, não foi de propósito que eu não respondi às suas mensagens, não atendi às suas ligações porque eu não conseguia responder um "e aí, beleza?". Eu não conseguia mentir e também não conseguia falar que não, nada beleza por aqui, você poderia me ajudar? Ninguém poderia me ajudar, médico, remédio, terapeuta, família, amigos... Eu estava inalcançável, até mesmo para mim. Às vezes surgia uma energia dentro de mim que eu conseguia sair da cama, me cuidar um pouco e fingir pro mundo que tava tudo bem, o problema é que nem sempre isso coincidia quando eu precisava ou me convidavam para sair. Felizmente neste sábado tudo se alinhou e eu não perdi tempo. Me vesti bem e me encontrei com meus amigos no centro da cidade, no apartamento de um deles. Começamos a beber e conversar por ali ainda sem destino definido, as nossas reuniões costumavam ser mesmo assim, tinha local pra começar mas por onde passaríamos e onde a noite acabaria era sempre uma surpresa ou não... Na maioria das vezes acabávamos tomando a saideira no único bar que ficava aberto até mais tarde na cidade. Bebemos até decidirmos ir pra outro bar, lá bebemos ainda mais enconttamos com outros conhecidos, conhecemos gente nova., todo mundo de pé, rindo, falando alto e todas essas coisas que bêbados fazem quando encontram conhecidos que também estão bêbados por aí. O que me incomodou foi que a minha energia começou a diminuir e eu percebia que o monstro dentro de mim estava acordando de sua esporádica soneca, mas a bebida fez com que eu fechasse os olhos para isso e a minha ânsia por ser aceito socialmente me impedia de me despedir ali, tão cedo... Era quase meia noite e já pipocavam as opiniões para onde deveríamos ir... E foi assim que a gente foi na balada mais underground da cidade (não tão hipster, na cidade pequena só tem 4 baladas). Passei a maior parte da noite divagando no fumódromo com desconhecidos alternando curtos períodos no bar para pegar cerveja, eu já estava muito bêbado mas era insuportável a sensação de não estar segurando alguma coisa e me sentir parte de onde eu estava. Dancei sim as minhas músicas preferidas, mas eu preferia não estar lá. É incompreensível como que alguém depressivo, que nega a si mesmo até cuidados básicos de vez em quando, não consegue falar não para os outros. Minha necessidade de ser aceito custou caro. Me chamaram para terminar a noite no bar do Cazaé, o único bar da cidade que ficava aberto recebendo quem ainda se negava a voltar para casa, era lá que todo mundo da cidade que passou por qualquer uma das 4 baladas se reencontrava. Éramos quatro indo pro Cazaé, eu pisava fofo a minha fala era claramente enrolada. Como de costume iríamos tomar alguns litrões antes de ir pra casa mantendo o efeito do álcool e esquecendo a ressaca que estaria por vir. A partir de agora as coisas podem ficar um pouco confusas porque eu estava bêbado e tudo aconteceu muito rápido. Estavamos a pé e ao dobrarmos a esquina para a rua do Cazaé, eu nunca vou saber de onde esse cara apareceu empunhando uma arma gritando para não olhar para ele, que ele queria só os celulares e carteiras e todo mundo saia ileso. Um arrepio subiu do meu calcanhar até a nuca, senti um gelado e depois disso eu tremia um pouco. Parece que o efeito da bebida tinha passado mas eu não conseguia parar de olhar para aquela arma, preta e prateada, me questionando se era de verdade ou de brinquedo. Eu alternava o olhar entre a arma e a cara dele meio encoberta pelo capuz, olhei tanto para a cara dele e ainda não consigo descrever a sua fisionomia.... Isso deve ter demorado segundos, mas eu senti o tempo parar. Meu coração também parou e eu fui para cima dele sem pensar em muita coisa, mas percebi que ele não podia acreditar que eu estava fazendo isso! Eu acertei um soco na cara dele enquanto ele gritava alguma coisa. Nós dois caímos no chão e eu não consigo descrever o que aconteceu nisso e nem quanto tempo durou. Eu volto a me lembrar quando ele está em cima de mim e me da uma coronhada no meio dos olhos. Sinto minha cabeça bater na calçada, meu sangue quente escorrer para o lado esquerdo do meu rosto, dificultando até a minha visão do olho esquerdo ficou meio turva por causa do sangue, mas eu pude ver que agora ele apontava a arma para o meio da minha testa e perguntava muito puto se eu queria morrer. Você não é homem caralho? Aperta essa porra filha da puta! Não tem coragem? - eu gritei de volta exatamente com essas palavras. Um estampido, minha cabeça esquentou e tudo escureceu. Acabou. Nunca tinha planejado nada assim apesar de ter flertado com a ideia de morrer várias vezes, mas desse jeito que eu me suicidei sem me suicidar, até essa responsabilidade eu terceirizei, dei um jeito de burlar as leis religiosas. Foi o botão de desligar que eu tanto torci para que aparecesse na minha frente. Daqui encaro o que aconteceu sob o que eu achava ser a minha vontade e vejo que deixei de fazer muita coisa que eu queria, dos últimos abraços até tentar fazer com que o último adeus seja decente e não num caixão lacrado.
Esse conto não é uma apologia ao suicídio, foi uma forma de colocar pra fora todas as noites que vou dormir pedindo para que eu não mais acorde. Como é foda falar para os profissionais que cuidam de mim que apesar de todos nossos esforços ainda penso em morrer. Que é muito triste ter família e amigos para poder contar e não conseguir abrir a boca. Eu me esvai escrevendo, que é o melhor jeito que consigo desabafar. Decidi postar aqui para de alguma forma não me sentir sozinho nessa luta.
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2020.10.13 12:38 CozyRetreat Desabafo/dúvidas de um gay que não gosta de penetração

VERSAO RESUMIDA: Odeio penetração mas quero muito ter um relacionamento sério com alguém, e tenho medo de que qualquer pessoa vai se sentir sexualmente frustrada. Entendo que há gente como eu mas parece muito difícil de dar a sorte de encontrar e se relacionar com alguém assim. Você acha que estou exagerando? Conhece pessoas que também não gostam? Por favor me ajudem a não me sentir mais um lixo por causa disso :(
Segue a versão completa abaixo:
Tenho 22 anos e nunca tive atração por penetração. Pelo contrário, acho algo broxante, não consigo nem ver pornô em que há penetração. Até fiz poucas vezes mas o que senti variou de "totalmente sem graça" (como ativo) a "totalmente desagradável" (como passivo, e não foi por dor e nem por masculinidade frágil). Acho tão ruim que só de saber que a outra pessoa pode querer fazer, já estraga toda a interação sexual pra mim, incluindo as outras coisas que eu gosto, como masturbação e oral. Não rola pra mim essa ideia de que aos poucos eu "aprenda" a gostar, acho ruim demais pra isso acontecer.
Isso está acabando com minha autoestima. Sinto que todo mundo gosta de penetração, mesmo que alguns gostem só em ocasiões especiais. Logo, tenho a sensação de que minha sexualidade sempre será insuficiente, portanto eu só sirvo pra ser um ficante ocasional e nunca um namorado.
Isso me deixa muito triste pois eu não tenho interesse nenhum em "ficar". Quero muito ter um relacionamento sério (fechado) e me parte o coração sentir que devido à falta de penetração a outra pessoa iria ficar frustrada ou reprimida comigo.
Sei que há caras que se denominam "gouine" mas honestamente não conheço ninguém assim, no máximo pessoas que não gostam "tanto" de penetração mas gostam. Me parece tão improvável e difícil achar alguém que fique satisfeito com a ideia de NUNCA mais ter penetração.
Estou desesperado e tenho chorado há meses por causa disso. Sinto que jamais serei suficiente pra alguém, e que se alguém acabar comigo vai ser por ter desistido de algo melhor...
Algum de vocês passa ou passou por algo parecido? Vocês são/conhecem gays que não gostem de penetração de jeito nenhum? Você acha que alguém que gosta de penetração "às vezes" ou "um pouco" poderia ficar 100% sexualmente satisfeita com alguém como eu?
Nota: Não acho que seja questão de hormônios/libido nem de assexualidade. De forma geral eu realmente sou uma pessoa "pouco" sexual, tanto que nem sou muito fã de beijo de língua nem de atos mais intensos. Porém sinto sim atração e vontade sexual de outras coisas, geralmente as que o povo chamaria de "só preliminar". Pra mim são mais do que o suficiente e ir além disso me deixa desconfortável.
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2020.10.03 11:18 reddiitrandomname Eu não consigo me abrir 100% com minhas parceiras

Infelizmente por conta de como sou fisicamente e pela minha personalidade, eu acabo atraindo mulheres que buscam em mim, uma relação onde sou o "dominador", porém eu não me sinto natural em uma relação do tipo. Eu gosto é do oposto, algo parecido com gentlefemdom.
O problema é que as mulheres que também gostam disso, em sua maioria, gostam de caras que são o oposto de como eu sou. Caras baixos, sem músculo, e um pouco afeminados.
Sinceramente não sei mais o que fazer.
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2020.09.30 06:16 aGumFish Eu tenho medo de conversar e socializar

Como o título diz, eu tenho medo de conversar, de socializar, mesmo que por internet, eu tenho um grupo de amigos do colégio antigo, agente se dá bem mas eu tenho uma sensação que eles não gostam de mim, eles nunca me chamam pra fazer as coisas, sempre me excluem, sinto que minha opinião não importa, eles entraram na minha conta do OTPokemon e doaram todos meus itens raros, bikes e transferiram o vip para a conta deles, eu sei que parece coisa de criança mas eu tenho um apego à aquele game, eu jogo faz uns bons anos já.
Eu estou pensando em bloquear eles e seguir em frente, mas eu tenho medo de eles espalharem e falarem mal de mim pelas redes sociais e eu nunca conseguir ter uma relação de novo, além do meu medo de conversar com as pessoas, eu tenho a impressão que todos estão la pra me julgar, esses "amigos" que eu tenho estao me intimidando a ponto de eu pensar o mesmo de todas as outras pessoas, eu sinto que sou honesto e generoso de mais, mas eu n consigo me imaginar sendo um pouco mais duro, por exemplo, outro dia eu dei sub em um cara gringo pequeno da twitch e ele me chamou pra jogarmos algo e ficar conversando, eu sei falar inglês, e achei aquela uma oportunidade boa pra treinar o inglês, o meu cérebro pensa que tudo que eu faço é incômodo, e o gringo percebeu que eu sou assim, ele falou pra eu me soltar e falar normalmente, mas eu tinha medo de ele me julgar e que eu ia ser incômodo se eu fosse menos tímido.
Amanhã ele me convidou pra jogar among us com uns amigos da escola, e como among us é um jogo de discussão e eu vou tar discutindo com 8 estranhos, eu tenho medo de elevar a voz pra falar algo ou acusar alguem, eu tenho muito medo de me julgarem e me chingarem, a minha auto-estima já é muito baixa, e eu não vou conseguir conversar direito.
E eu queria a opinião de vocês: eu devo me afastar dos meus amigos abusivos? E eu devo engajar em uma amizade com esse gringo? Eu não sei ao certo, não sou bom em tomar decisões por mais óbvias que são, então quero que vocês respondam por mim
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2020.09.27 06:20 Ju_costa23 desabafo

oi pessoal, eu me chamo Júlia tenho 17 anos e gosto de meninas, se eu falar algo que seja ofensivo, por favor me perdoe, eu estou confusa com tudo que anda se passando pela minha cabeça, enfim, eu desde mais nova sabe era a figura masculina das brincadeiras, ok, eu achava que apenas era uma menina que gostava de brincadeiras "de meninos", roupas "de meninos", e eu sou assim até hoje, mas quando a puberdade começou, e eu criei peito e meu corpo começou a ser difícil de esconder o meu rosto a minha voz são delicados e isso é tudo tão confuso, eu não sei com o que me identifico, eu me assumi ano passado e nem foi a minha sexualidade de verdade, disse gostava de meninos e meninas, mas eu sempre gostei só de garotas, meus pais não aceitam, nada que me faça ficar masculina eles gostam, deixam na cara, falam coisas lgbtfobicas o tempo todo, e eu não tenho ninguém que me entenda de coração sabe, mas enfim, ontem uma amiga da minha mãe disse que meus rosto é lindo, que meus traços são bem delicados e que tudo se encaixa em mim, eu me senti tão triste? Raivosa, decepcionada mas acho que principalmente surpresa, eu sei que tenho traços femininos até demais, eu tento tanto esconder essas merdas, me visto com roupas maiores, tento não mostrar tanto o rosto, engrossar mais minha voz, parece que todo meu esforço foi por água baixo, me senti sem chão em ouvir aquilo e odiar ter ouvido, e eu nunca gostei de ser mulher, já me imaginei como garoto, é bem legal a imagem que tenho de mim , me faz sorrir, mas tenho medo de estar equivocada e confusa, obrigada por ler até aqui
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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